31 enero, 2019

MST celebra 35 anos e reafirma luta por reforma agrária e alimentos saudáveis




MST celebra 35 anos e reafirma luta por reforma agrária e alimentos saudáveis

Ato político na Escola Nacional Florestan Fernandes teve a participação de 400 militantes. “Não vamos abrir mão de continuar em luta”, disse João Pedro Stédile


São Paulo – O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) celebrou neste sábado (26) seus 35 anos de existência em encontro com 400 militantes na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema (SP). “Não vamos abrir mão de continuar em luta.

Ocupando terra, dialogando com a sociedade, defendendo os direitos da classe trabalhadora e produzindo alimentos saudáveis”, afirmou o representante da direção nacional do MST, João Pedro Stédile, que ressaltou a disposição de toda a militância do movimento de seguir em resistência e em luta permanente.

O ato político contou com a presença de parlamentares, representantes de movimentos populares, professores universitários e amigos e amigas da organização, e reafirmou em toda sua mística a disposição dos Sem Terra em todo o país de seguir na construção da resistência, que possa avançar na construção do projeto de Reforma Agrária Popular e de um novo modelo de sociedade.

Moisés Borges, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) reforçou o legado do MST na luta no país. “São 35 anos de história, 35 anos de luta, de organização e de exemplo para os movimentos populares, nessa capacidade incrível de se reinventar. Esse exemplo é o que faz com que a gente acredite que esse cenário político que vivemos hoje, será derrotado por nós”, disse.

Participaram ainda do ato político Rui Falcão, do Partido dos Trabalhadores (PT), Walter Sorrentino, do PCdoB, Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), representação do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Levante Popular da Juventude, Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), além de parlamentares do PT e PCdoB.

Crianças, jovens, homens, mulheres, sujeitos da diversidade sexual, negros e negras, referendando a identidade Sem Terra, de punhos erguidos, bandeiras tremulando no alto e ferramentas de trabalho em mãos, fizeram ecoar juntos e juntas a mensagem da resistência daqueles e daquelas que amam a revolução.

Representando o PT, Rui Falcão destacou o papel do MST na organização e na luta da classe trabalhadora no país.

“O MST surge numa década de grandes mudanças, década em que em conjunto nós conseguimos derrotar a ditadura e agora, 35 anos depois, nos deparamos com outro tipo de ditadura. Uma ditadura que não coloca tanques e fuzis na rua, mas se associa com a mídia, com o judiciário e com o grande capital para retirar direitos do povo”, disse. “O MST foi e segue sendo importante nessa trajetória e temos toda a disposição de lutarmos juntos nas ruas, no parlamento, em unidade, para que a gente possa trazer de volta ao Brasil a democracia e os direitos”, concluiu.

O ato marcou a entrega da Menção Honrosa da Assembleia Legislativa do Paraná em homenagem aos 35 anos do MST, entregue pelo Deputado Estadual Professor Lemos (PT) ao conjunto do Movimento, destacando o papel do MST na luta pela terra no Paraná e em todo o país.

Durante o ato, o MST lançou a “Carta ao Povo Brasileiro”, abordando a posição do Movimento na atual conjuntura política brasileira e internacional. “Lutaremos pela democracia, pela justiça, pela igualdade, pela defesa dos bens da natureza, pela democratização da terra e pela produção de alimentos saudáveis para alimentar o povo brasileiro”, destacou trecho da carta.

A carta reforça ainda a solidariedade do Movimento ao Povo Venezuelano, na luta pela soberania dos povos em todo o mundo.

Confira a Carta ao Povo Brasileiro na íntegra:

O Movimento Sem Terra celebra seus 35 anos de luta pela reforma agrária e por justiça social. Nascemos no final da ditadura civil-militar, junto com milhares de lutadores e lutadoras que defenderam a democracia e desafiaram o autoritarismo. Mais uma vez, reafirmamos nosso compromisso de lutar pela democratização da terra, pela produção de alimentos saudáveis, pela soberania popular e por uma sociedade emancipada.

Diante da crise estrutural do capital, com consequências graves e destrutivas para a natureza e a humanidade, nossas tarefas políticas se tornam ainda mais urgentes e necessárias. As saídas apresentadas pelo capital financeiro, nada tem a ver com as necessidades humanas, pois resultam em aumento da superexploração dos trabalhadores e trabalhadoras, através da precarização do trabalho, desmonte das políticas públicas, agressiva retirada de direitos e expropriações diversas, elevando de forma brutal, os níveis de desigualdade social. Para executá-las, o capital requer um Estado cada vez mais autoritário, voltado à repressão, violentando e perseguindo os mais pobres, promovendo um cruel genocídio da juventude negra.

Foi desta forma que os meios de comunicação, o poder judiciário, os bancos, os militares e o agronegócio, levaram ao poder, neofascista e ultraliberal, um capitão reformado que atua pelas formas mais baixas e vulgares da política, para manter os privilégios dos que historicamente saquearam o país e atacar diretamente os direitos da classe trabalhadora, através de ajustes fiscais, privatizações e subordinação da nossa economia ao capital internacional, principalmente dos EUA. 

A subordinação das questões indígenas, fundiárias e ambientais aos interesses da bancada ruralista e do agrotóxico no Ministério da Agricultura; o desmonte da previdência social; a ameaça da entrega das empresas e bancos nacionais, como Petrobrás, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal; a liberação da posse de armas são algumas das políticas mortíferas adotadas por esse (des)governo, que colocam em risco a nossa biodiversidade e acirram os conflitos no campo atingindo frontalmente os indígenas, quilombolas, ribeirinhos, camponeses, assentados e acampados da Reforma Agrária e evidencia a característica  antinacional e antipopular do atual governo.  

É preciso ocupar as ruas e as praças denunciando a voracidade dessas políticas que aprofundam a expropriação e exploração capitalista. 

Assim, nos comprometemos em lutar e defender todos e todas trabalhadores e trabalhadoras que tenham sua existência ameaçada. Seguiremos defendendo a soberania dos e povos e lutando contra qualquer tipo de ingerência política e/ou intervencionismo militar em qualquer país. Declaramos total solidariedades ao povo Venezuelano!

Nos solidarizamos com as famílias atingidas pela barragem de Brumadinho, vítimas de mais uma ação criminosa e reincidente da Vale, uma assassina protegida pelo poder judiciário.
Nos somaremos a mobilização das mulheres trabalhadoras no 8 de março, seremos zeladores do legado e a memória de Marielle Franco e de tantos outros companheiros e companheiras que tombaram, exigindo a punição dos seus assassinos e mandantes. Defenderemos a liberdade do companheiro Lula, cuja prisão política foi utilizada para que esse projeto fosse vitorioso nas eleições.

Nos comprometemos em fortalecer a Frente Brasil Popular e todas as iniciativas de luta da classe trabalhadora que confrontem a exploração, a subordinação e a opressão, nos somando na luta cotidiana das mulheres, da população urbana e camponesa, dos negros e negras, dos povos indígenas e dos sujeitos LGBT. 

Lutaremos pela democracia, pela justiça, pela igualdade, pela defesa dos bens da natureza, pela democratização da terra e pela produção de alimentos saudáveis para alimentar o povo brasileiro. 

Lutar, construir Reforma Agrária Popular!

Coordenação Nacional do MST



Link da matéria: 

Putin expresa apoyo a las autoridades legítimas de Venezuela. "La postura del Ejército es crucial para el desenlace de la situación en Venezuela"

https://mundo.sputniknews.com/america-latina/201901241084982850-rusia-apoya-a-maduro-y-autoridades-legitimas-venezolanas/?utm_source=mundo_newsletter_links&utm_medium=email
"El presidente de Rusia expresó su apoyo a las autoridades legítimas de Venezuela ante la escalada de la crisis política interna provocada desde el exterior", dice el comunicado.

Putin enfatizó que la injerencia externa en Venezuela quebranta las bases del derecho internacional.
El mandatario ruso llamó a "superar las discrepancias en la sociedad de Venezuela a través del diálogo político".
Maduro, a su vez, "dio sus evaluaciones respecto a los recientes acontecimientos en Venezuela y agradeció a Rusia su postura de principio".
Maduro calificó la declaración de Guaidó de un intento de golpe de Estado y responsabilizó a EEUU de haberlo orquestado.

Además de EEUU, 19 países de América Latina reconocieron a Guaidó como presidente interino, mientras que la Unión Europea llamó a iniciar un proceso político con elecciones libres pese a manifestar su apoyo al legislador.
México y Uruguay dijeron que el Gobierno está aún en manos de Maduro pero instaron a hallar una salida pacífica a la crisis, mientras que los líderes de Cuba y Bolivia expresaron su respaldo al presidente bolivariano.

Arrancamos el año de las múltiples luchas. Boletín #1 OCARU 2019

http://ocaru.org.ec/index.php/comunicamos/noticias/item/8755-historica-victoria-campesina-la-asamblea-general-de-la-onu-adopta-la-declaracion-sobre-los-derechos-campesinos-ahora-el-foco-esta-en-su-implementacion

Histórica victoria campesina: La Asamblea General de la ONU adopta la Declaración sobre los Derechos Campesinos, ahora el foco está en su implementación

LA VÍA CAMPESINA

Hoy, 17 de diciembre de 2018, la Sesión 73 de la Asamblea General de las Naciones Unidas (AGONU 73) en Nueva York adoptó la Declaración de las Naciones Unidas sobre los derechos de los campesinos y otras personas que trabajan en zonas rurales. Ahora que la declaración es un instrumento legal internacional, La Vía Campesina (LVC) y sus aliados se movilizarán para apoyar a las organizaciones regionales y nacionales en sus procesos de implementación.
El voto final de hoy representa la culminación de un proceso histórico para las comunidades rurales. Con 121 votos a favor, 8 votos en contra, y 52 abstenciones. El foro de la AGONU, que representa a 193 Estados miembros, dio paso a un nuevo capítulo prometedor en la lucha por los derechos de los campesinos y otras comunidades rurales alrededor del mundo. El proceso de 17 años, iniciado por el movimiento campesino internacional La Via Campesina, apoyado por numerosos movimientos sociales y organizaciones aliadas, como FIAN y CETIM, ha sido una gran fuente de inspiración y fortalecimiento de las comunidades campesinas en todas las regiones del mundo.
2018 fue decisivo para el proceso de la Declaración:
Ginebra: En abril, después de 6 años de negociaciones, El 5º Grupo de Trabajo Intergubernamental de Composición Abierta del Consejo de Derechos Humanos (CDH) concluyó los debates sobre el contenido y finalizo el texto. En septiembre, el CDH (39 Sesión) adoptó la Declaración por mayoría de votos.
Roma: En octubre, durante el 45 Foro del Comité Global para la Seguridad Alimentaria, La Vía Campesina junto con el Mecanismo de la Sociedad Civil y con el apoyo de varios países e instituciones de la ONU, organizó un evento político promoviendo la Declaración en el marco del Decenio de la Agricultura Familiar.
Nueva York: En noviembre la declaración llego al proceso de la Asamblea General de las Naciones Unidas (AGONU). El 19 de noviembre, se votó sobre la declaración y fue aprobada con gran mayoría por la tercera comisión de la AGONU responsable de asuntos sociales, humanitarios y culturales. Finalmente, con el voto plenario de la AGONU a partir de hoy se concluyó el proceso de adopción. Una nueva etapa seguirá ahora, una etapa de implementación; transformando las aspiraciones de La Vía Campesina en soluciones para las luchas diarias de la sociedad rural.
“Esta declaración es una herramienta importante que debe garantizar y ayudar a realizar los derechos de los campesinos y otros trabajadores en las zonas rurales. Instamos a todos los estados a implementar la declaración con escrupulosidad y transparencia, garantizando a los campesinos y comunidades rurales el acceso y control sobre la tierra, semillas campesinas, el agua y otros recursos naturales. Como campesinos necesitamos la protección y el respeto por nuestros valores y nuestro papel en la sociedad para lograr la soberanía alimentaria “, dijo Elizabeth Mpofu, de Zimbabue y l Coordinadora General de La Vía Campesina.
Como campesinos de todo el mundo, vamos a movilizar y nos uniremos en nuestros respectivos países para cabildear con la meta de establecer políticas y estrategias que contribuyan al reconocimiento y la aplicación de los derechos campesinos con una rendición de cuentas. Las violaciones de nuestros derechos a través del acaparamiento de tierras, los desalojos forzosos, la discriminación de género, la falta de protección social, las políticas de desarrollo rural deficientes, y la criminalización pueden, ahora, con el reconocimiento internacional oficial de esta Declaración, ser confrontados con mayor peso legal y político.
¡Los derechos de lxs campesinxs, son derechos humanos!
¡Globalicemos la lucha! ¡Globalicemos la esperanza!

Por qué los mercados no salvarán al periodismo

https://ijnet.org/es/story/por-qu%C3%A9-los-mercados-no-salvar%C3%A1n-al-periodismo
ay muchas expresiones idiomáticas que equiparan al dinero con la credibilidad y la confianza. La manera en que las personas obtienen y gastan su dinero suele ser la expresión más creíble de lo que valoran y de quiénes son.
Atribuimos tanto valor al dinero y a la forma en que expresa nuestras creencias que el historiador Yuval Noah Harari declaró en su éxito de ventas “De animales a dioses. Una historia de la humanidad”:
"El dinero es un sistema de confianza mutua, y no cualquier sistema de confianza mutua: el dinero es el sistema más universal y más eficiente de confianza mutua jamás creado”.
Por extensión, esta creencia de que el dinero es la mejor medida del valor de todas las cosas en la sociedad moderna –la pérdida de un ser querido (pago de seguros), el salario de un maestro o un director ejecutivo, un barril de petróleo–, nos ha llevado a confiar demasiado en los mercados.
Pero muchos estudios han demostrado que el mercado de los medios valora la desinformación, el sensacionalismo, los chismes y el entretenimiento por encima de los valores sociales, algo que puede verse en los ingresos y las ganancias generadas por la publicidad. Así es como Facebook e Instagram hacen su dinero.
Al poner tanta fe en la mano invisible de los mercados, hemos devaluado la importancia de la ética, la credibilidad, la confianza y la comunidad. (Entre mis otras lecturas sobre el tema se encuentran una columna reciente de David Brooks, El precio de la civilización de Jeffrey D. Sachs, y El euro.  Cómo la moneda común amenaza el futuro de Europa, de Joseph E. Stiglitz).
Entonces, ¿es el mercado el mecanismo correcto para decidir qué es confiable y creíble? ¿El periodismo que busca servir al público en lugar de entretenerlo, y perseguir hechos verificables en lugar de publicar chismes sensacionales tiene valor en el mercado? ¿Puede el periodismo que intenta ser un contrapeso al poder político y comercial tener un futuro comercial?
Una encuesta del Instituto Reuters a 200 directores de medios, editores y líderes digitales de 29 países predice que este año más publicaciones rechazarán Facebook y otras redes sociales cuyos algoritmos han ayudado a difundir información errónea.
Y más de la mitad de los encuestados están trabajando en modelos de suscripción y otras maneras de generar ingresos con el apoyo de los usuarios para reemplazar la publicidad.
Sin ayuda de la mano invisible
En mi vida anterior como editor de un periódico especializado en negocios, presidí una gran campaña de caridad y llamé al CEO de uno de los bancos de inversión más grandes del país. Me dijo que su empresa no aportaría nada a la campaña; que su responsabilidad era maximizar el valor de los accionistas. Si sus socios querían dar a la caridad, que así fuese. Simplemente estaba siguiendo la ley. El mensaje fue claro: el mercado no tiene conciencia ni compasión.
El mundo del capital financiero no vendrá al rescate del periodismo. Los medios de comunicación comprometidos con el servicio público tendrán que monetizar su capital social, esto es, la confianza que sus audiencias depositan en la credibilidad de su trabajo, la confiabilidad de sus editores y periodistas, así como el compromiso de ayudar a las comunidades a resolver los problemas que enfrentan todos los días.
Muchos de los medios que han tenido más éxito lidiando los desafíos del entorno digital han hecho de la credibilidad su activo financiero más importante, y se han ocupado de generar ingresos de los usuarios.
Informes recientes muestran que esta estrategia está funcionando a nivel internacional para el New York Times, el Washington Post, y The Guardian. En los mercados nacionales, eldiario.es de EspañaDe Correspondent de HolandaMalaysiakini of Malasia, y The News Lens of Taiwan han prosperado y sobrevivido con un enfoque que se centra en los intereses de los usuarios, no de los anunciantes.
Las publicaciones están comenzando a darse cuenta de que el periodismo y la información pública son lo que los economistas definen como un "bien público", es decir, un producto o servicio que ninguna empresa quiere brindar porque no es rentable, como viviendas de bajos ingresos o educación para todos, o la investigación científica o el alumbrado callejero.
El mercado todavía dará cierto apoyo al periodismo, porque el mejor periodismo inevitablemente atraerá a una audiencia, y esa atención tiene un valor tremendo para los sponsors. Algunos de los medios mencionados siguen generando ingresos por publicidad. Pero con el tiempo, los sponsors enfrentarán el día en que el periodismo revele algunas verdades incómodas y no a todos ellos les parecerá un mercado agradable.
Fact-checking  
Una respuesta de la comunidad periodística a la crisis de credibilidad ha sido la creación de la Red Internacional de Fact-Checking, cuyas 61 organizaciones se han adherido a sus principios para realizar una "verificación de hechos transparente y no partidista" con el objetivo de fortalecer el periodismo. Obviamente están respondiendo a una demanda del mercado: el mercado de las ideas.

Militares y evangelistas: los poderes que sostienen al nuevo gobierno de Brasil

https://www.nytimes.com/es/2019/01/09/bolsonaro-militares-evangelistas/
SÃO PAULO — Cuando fue elegido, Jair Bolsonaro representaba claramente un cambio de rumbo en el país. Muchos electores lo votaron para dar un freno a la corrupción, pero no todos apostaban por un régimen de ultraderecha. Estaban equivocados.
El excapitán del Ejército nunca escondió su vertiente política radical, algo que ya se anunciaba desde la frase-símbolo cuidadosamente elegida para su campaña a la presidencia. Su lema “Brasil por encima de todo, Dios por encima de todos”, que conquistó el corazón de 57,8 millones de brasileños, es testimonio de las principales fuerzas políticas que Bolsonaro abrazó para llegar al gobierno.
La primera parte de su lema tiene origen en uno de los grupos más radicales de los paracaidistas del Ejército, el Centella Nativista, que en 1969 llegó a planear una intervención armada y a tomar una radio para presionar al gobierno a no negociar con guerrilleros que habían secuestrado a un embajador estadounidense. Más tarde, la frase “Brasil por encima de todos” fue adoptada por la tropa paracaidista como grito oficial.

Donald Trump's Mafia Connections: Decades Later, Is He Still Linked to the Mob?

https://www.newsweek.com/2019/01/18/donald-trump-mafia-connections-decades-later-linked-mob-1285771.html

n a rainy day in the spring of 1976, FBI Special Agent Myron Fuller took the New York subway to Brooklyn to interview Donald Trump. The future tycoon, about 30, was just getting his real estate career off the ground, aided by secret payments from his father. Fuller found Trump working out of a temporary office in a double-wide trailer on a muddy construction site. “There were boards covering wet dirt, in lieu of cement walkways,” Fuller recalls to Newsweek. He knocked on the door and went in. “His secretary sat there by the entrance, and Trump was a door away from there.” Ushered in, he found Trump sitting behind his desk. The businessman did not get up to welcome the agent. “He never came around, and I do not recall him shaking my hand,” Fuller says.
The FBI agent was carrying out an errand for the bureau’s Miami office, to follow up on a tip that mobsters had asked Trump to front for them in a purchase of the Fontainebleau hotel. Once a beachside favorite of movie stars and the rich, the hotel was also a notorious hangout for Mafia kingpins like Sam Giancana, who famously met with CIA agents in the hotel’s Boom Boom Room to plot the assassination of Fidel Castro. But in 1976, the Fontainebleau was teetering on bankruptcy, and the mobsters needed a straw man to buy it.

10 enero, 2019

América Resiste #168- La Retaguardia Radio- 07-01-2019

América Resiste #168- La Retaguardia Radio- 07/01/2019

Audios:
Editorial La Larga Marcha de la Resistencia
Osvaldo Bayer-DDHH// De Bayer a Bayer, seguiré soñando// Bayer anécdotas con el Gordo Soriano Capitalismo Hombre lobo del Hombre- Fidel
Paraguay: Guahory Campesinos echan a brasiguayos// Tacuapi Guausu-Envenenamiento
Brasil: Arrom/Marti-Abogado Ruben Lisboa-Ñanduti- Repatriación a Paraguay? Secuestro de De Bernardi/Cecilia Cubas
Carlos Pagni-Bolsonaro- Brasil
Periodista oficialista- Cansado de la "pesada herencia"
Vice Presidenta Gabriela Michetti explica PBI-
Docente Maria Laura Torres- Lucha
Maria Eugenia Vidal "La Hiena" su corrupción cuesta muy cara
Patricia Bullrich- Su idiota mirada de la seguridad-Tom y Jerry-Robotech
Infancia y Dictadura

Música:
Canción del Elegido-Silvio Rodriguez// A la Huelga-Canción Anarquista// Tetagua-Mbya Guarani// A minha Liberdade-Varios Brasil// Aguas de Marzo-Maria Creusa-Tom Jobim// Contragolpe-Manu Chao// Pabellon 7°-Indio Solari// Retirada-Esa te la debo// Moonshine-Katie Melua

 Noticias- Denuncias- Reporte desde el lugar de los hechos- Periodismo Social, Libre, Militante  No somos neutrales, estamos junto a los vulnerables, que Luchan contra los Abusos y se niegan a ser esclavos. América Resiste!!!- 
LUNES 18:00 A 20:00/ Jueves 13 a 15/ Sábado 22 a 24-

Paraguay_Informe Especial: ¡A balazos y machetazos!

https://redlatinasinfronteras.wordpress.com/2019/01/09/paraguay_informe-especial-a-balazos-y-machetazos/

Por BASE Investigaciones Sociales

3 enero 2019

El agronegocio avanza a pura violencia: Un nuevo Informe Especial retrata la forma en que el agronegocio avanza sobre el territorio campesino e indígena a lo largo y ancho del país, utilizando la violencia como arma. El último informe especial del 2018, recoge con fidelidad lo que fue una constante durante todo el año, el ataque a asentamientos y comunidades campesinas por parte de sojeros al mando de civiles armados.

Asunción 28 de diciembre de 2018 (BASE-IS) 

El informe, elaborado por el Abogado e Investigador Abel Areco, señala que desde la Masacre de Curuguaty los promotores del agronegocio y la sojización han cambiado de estrategia al momento de avanzar sobre los territorios campesinos, “después de Marina Cué, los colonos brasiguayos o agro empresarios sojeros, decidieron tener una participación más activa en los procedimientos formales ejecutados contra campesinos e indígenas.aparentemente ya no se conforman con las maniobras clandestinas con funcionarios corruptos y montaje de procesos judiciales, sino, en abierta complicidad con los intervinientes estatales, fiscales y policía, comienzan a inmiscuirse en los procedimientos, sin tener las atribuciones legales para hacerlo” señala el autor.

El material aporta un resumen de los casos de violencia contra comunidades campesinas e indígenas que se dieron a los largo del año 2018, y según se detalla se dieron más de una decena de conflictos vinculados a la problemática de la tierra a nivel nacional.

“La agresividad del modelo se acentúa cada vez más, y principalmente este año 2018. Los que se dedican al agronegocio actualmente recurren a procedimientos ilegales y abiertamente criminales, cometiendo: daños, lesión y lesiones graves, coacción y coacción grave, usurpación de funciones públicas, tentativas de homicidio y homicidio doloso contra campesinos e indígenas” indica Areco dejando un crudo resumen de lo que fue el año para quienes resisten en los territorios al avance de la sojización, los transgénicos y los agrotóxicos.


Crece la desesperación en la frontera y, con ella, las ganancias de los coyotes

https://www.nytimes.com/es/2019/01/08/migrantes-coyotes/?emc=edit_bn_20190108&nl=boletin&nlid=7931977520190108&te=1
REYNOSA, México — Los traficantes de personas que acechan las paradas de autobuses, los refugios para migrantes y las calles serpenteantes de esta ciudad fronteriza no tienen problemas para hacerse de clientes como Julián Escobar Moreno.
Este migrante hondureño llegó a Reynosa, México, con la intención de solicitar asilo en Estados Unidos, pero las nuevas políticas migratorias de ese país lo empujaron a recurrir a los cárteles locales de tráfico de personas, cuyo negocio está en auge.
“La verdad, no quiero cruzar de manera ilegal, pero en realidad no tengo otra opción”, dijo Moreno, de 37 años.
El gobierno de Trump, que ha cerrado parcialmente el gobierno federal en una lucha por obtener financiamiento para un muro fronterizo mejorado, ha adoptado distintas estrategias en los últimos dos años para disuadir a los migrantes y convencerlos de regresar a su país o de no hacer la travesía.

100 años de la semana trágica y pogrom en Once-Villa Crespo

1919 - LA SEMANA TRÁGICA - 2019
En 1916, con el primer gobierno radical de Hipólito Yrigoyen, la democracia en Argentina daba sus primeros pasos. En Buenos Aires, una multitud de obreros inmigrantes, o sus hijos, clamaba por condiciones laborales dignas. Esto sucedía en distintos idiomas, pero con el mismo ímpetu y espíritu de lucha. Pronto, las noticias de la Revolución bolchevique y el fin de la Primera Guerra Mundial generaron una creciente sensación de amenaza en los sectores más reaccionarios: había llegado “la hora de los trabajadores”.
En 1919, el clima de descontento se extendía a un amplio conjunto de obreros; agrarios, portuarios, frigoríficos y ferroviarios, entre otros. Mientras en 1918 se habían registrado 138 mil, enero de 1919 había iniciado con más de 300 mil trabajadores en huelga. La firma metalúrgica Pedro Vasena e Hijos, en el barrio de Parque de los Patricios, empleaba 2.500 trabajadores.
Frente a las condiciones miserables que ofrecía la patronal, el 2 de diciembre de 1918, los operarios de esa fábrica se declararon en huelga reclamando un aumento de su salario, jornada de ocho horas y abolición del trabajo a destajo. El conflicto se agudizó y con el correr de los días se transformó en una sangrienta represión que dejó decenas de muertos y heridos y derivó en un brote antisemita de características inéditas hasta entonces en nuestro país.
El temor al “ruso revolucionario”, al rojo maximalista, y a un Petrogrado argentino, se expresó en una verdadera cacería de judíos en el barrio de Once. Se trató de un lamentable Pogrom en Buenos Aires, retratado por los diarios de la época y en las crónicas de protagonistas como Pinie Wald, en Koshmar (Pesadilla). Temerosos ante la llegada inminente de los Soviets obreros, los represores lo creyeron “líder” y principal organizador de la “conspiración judeo-bolchevique”. La gran masacre ocurrió entre el 9 y el 14 de enero de 1919 y los hechos pasaron a la historia como La Semana Trágica.
La Semana Trágica constituyó un hito porque en la represión a los trabajadores participaron grupos civiles. Además de la violencia estatal a cargo del Jefe de Policía Luis J. Dellepiane --qué en este país desmemoriado, seguimos “honrando” con la gran autopista porteña--; se sumó la violencia paraestatal, representada por el accionar de los nacionalistas xenófobos: Liga Patriótica Argentina.
El saldo fue la muerte de centenares de personas humildes, la cárcel y deportación de decenas de obreros, el asalto a locales sindicales, la destrucción de bibliotecas, imprentas y periódicos, el ataque a comercios y viviendas particulares y el excluyente ensañamiento y crueldad que se tuvo para con la colectividad judía. Algunas fuentes estiman 700 muertes y más de 4.000 heridos aproximadamente.
La Semana Trágica, junto con los fusilamientos de la Patagonia y la represión a los obreros forestales en el Chaco Santafesino (ocurridos entre 1919 y 1921) constituyen una severa tríada de crueldad y clasismo en las cuales el Estado utilizó toda su potencia contra los sectores populares, sirviendo de gendarme de los dueños del poder, de las corporaciones, del privilegio.
Al recordar los 100 años de esos dolorosos hechos, lo hacemos con el firme propósito de que aquellos días aciagos no queden relegados en un rincón de la historia, que no sean olvidados, sino por el contrario, sean resignificados al calor de acontecimientos actuales.
En efecto, con gran preocupación estamos viendo el accionar de los sectores fundamentalistas de derecha que se expanden en América Latina; excluyendo, marginando, rechazando y hostigando a los pobres, a los migrantes, a quienes eligen su género, a “los otros”. Con recursos mediáticos y económicos poderosos, logran instalar sus consignas, y van ganado terreno en la conciencia social, generando situaciones de creciente estigma y discriminación.
La colectividad judía no puede pasar por alto o silenciar el drama de enero de 1919. Y no sólo porque haya sido la singular víctima del terrorismo de Estado y el ensañamiento de la oligarquía conservadora tradicionalista, sino en virtud de sus ancestrales concepciones humanísticas y democráticas.
Aspiramos a convivir en sociedades justas, libres, equitativas, en las que el Estado de derecho sea la norma y no la excepción. La República es mucho más que elecciones periódicas, renovación de autoridades, voto popular, división de poderes. Es también dignidad y justicia para cualquiera, independientemente de su condición; es solidaridad y sensibilidad social ante los que nada tienen y ante el que sufre; es ampliación de derechos, es inclusión auténtica.
Centro Documental y Biblioteca Pinie Katz Cedob Pinie Katz
Federación de Entidades Culturales Judías de la Argentina - Idisher Cultur Farband (ICUF Argentina)
Buenos Aires, 07 de enero de 2019



Jair Bolsonaro ya es el nuevo presidente de Brasil- Times

Jair Bolsonaro ya es el nuevo presidente de Brasil, pero el país empezó a cambiar antes. Ayer se celebró la toma de posesión de Jair Bolsonaro, el legislador de extrema derecha que ganó ampliamente las elecciones presidenciales en octubre. Sin embargo, las semanas previas estuvieron signadas por el impulso de propuestas que se alejan del pasado reciente, como políticas más flexibles en el control de armas, el incremento de la deforestación en el Amazonas, una aproximación diplomática con Estados Unidos y los ataques a la prensa.
Existe una incertidumbre considerable acerca de cuánto se parecerá el presidente Bolsonaro al candidato tosco, indignado e intransigente que dominó las elecciones con sus promesas de desmantelar la cultura de corrupción y utilizar medios draconianos para restaurar la seguridad. En este trabajo repasamos los cambios más importantes que ya están en marcha en Brasil.

¡¡Gracias por ser parte de la resistencia en 2018!!- SOAW

¡¡Gracias!!
Desde el Observatorio por el Cierre de la Escuela de las Américas - SOAWatch
¡¡Gracias por ser parte de la Resistencia con enfoque interseccional, intergeneracional, y creativa en el 2018!!
¡¡Memoria!!
Gracias por asegurarse de que nunca olvidemos a todxs aquellxs que han perdido sus vidas por la violencia promovida por EE.UU. ¡¡Presentes!!
¡¡Justicia!!
Gracias por ayudarnos a pedir justicia en los niveles más altos, tanto para Berta Cáceres y como para las otras víctimas de la violencia en Honduras.
¡¡Autonomía!!
¡¡Gracias por apoyar a las comunidades a través de las Américas que luchan por sus tierras y  exigen el fin de la intervención de EE.UU.!!
¡¡Resistencia!!
Gracias por su trabajo a nivel local e internacional para desmantelar el Imperialismo Fronterizo.

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Mas Informacion en www.soaw.org y www.soawlatina.org

Sondeo: uno de cada tres latinos apoya a Donald Trump

https://laopinion.com/2018/12/27/sondeo-uno-de-cada-tres-latinos-apoya-a-donald-trump/?utm_source=La+Opini%C3%B3n+-+Noticias+M%C3%A1s+Populares&utm_medium=email&utm_campaign=La%20Opinion%20-%20Noticias%20Editorial%20(Morning)

Los latinos republicanos mantienen su fidelidad al presidente de Estados Unidos Donald Trump.
Un sondeo de AP indica que 32% de los votantes latinos lo hicieron por candidatos republicanos durante las elecciones ‘midterm’ de noviembre pasado. La encuesta tomó información de los 7,738 electores latinos del total de 115,000 de votantes que se analizó.
En tanto, datos del Pew Research Center dicen que un tercio los votantes hispanos apoyan al Partido Republicano. La información es comparable a las cifras de 2016 cuando 3 de cada 10 latinos votaron por Trump.
El apoyo de latinos a los republicanos se debe a dos poblaciones: los evangélicos, que representan un cuarto del electorado latino, y los veteranos, que son un 13%.
De acuerdo con información de AP, el apoyo demócrata al aborto es lo que mantiene a los latinos republicanos fieles a su partido.


Más Allá De La Extrema Derecha Por Barbaria


http://infoposta.com.ar/notas/10045/m%C3%A1s-all%C3%A1-de-la-extrema-derecha/

El ascenso electoral de Vox en Andalucía ha despertado la «alerta antifascista»
Barbaria 20/12/18
Mientras Podemos llama a la creación de un frente popular y Susana Díaz recoge el guante, uno casi acaba olvidando el asesinato de Mbaye, el mantero senegalés al que el Ayuntamiento de Carmena persiguió como a una presa de caza hasta provocarle un infarto. También olvida, casi, los aspavientos de Kichi, el alcalde “anticapitalista”, al defender los puestos de trabajo que proporciona la venta de 400 bombas de precisión para que Arabia Saudí pueda seguir masacrando al proletariado en Yemen.
Con la solemnidad de Pablo Iglesias llamando a la unidad antifascista, uno podría olvidar a Pedro Sánchez arrancándose los botones de la camisa para sacar pecho frente a todas las cámaras de Europa con la acogida del Aquarius, para después ir barriendo a los refugiados discretamente bajo la alfombra y acabar anunciando que Libia es, en realidad, un puerto segurísimo al que enviar a los migrantes que no hayan muerto en el naufragio.
Por supuesto que hay diferencias entre Vox y estos personajes. Si no las hubiera, la alternancia política dejaría de funcionar y el sistema parlamentario perdería buena parte de su gracia. Entre Vox y Podemos —como entre Lula y Bolsonaro, Sanders y Trump, Le Pen y Mélenchon— hay una fuerte base común, aquella que te proporciona el reproducir y perpetuar la catástrofe capitalista desde la poltrona parlamentaria, pero sus diferencias son de gran valía para que continúe el juego de marionetas.
Por un lado, Podemos y sus “comunistas” chavistas, que amenazan la unidad de España (1), han sido de mucha ayuda a Vox para saltar al Parlamento andaluz. Por otro lado, Vox puede ser de una ayuda inestimable para el frente antifascista de Podemos y el PSOE de cara a las elecciones generales. De ahí que se le dé tantas vueltas a la abstención, se le acuse de todos los males de este mundo y se espolee al ciudadano medio, como a los caballos, para que ejercite sus derechos y elija convenientemente a su negrero.
En verdad, si asistimos a la emergencia de fuerzas de extrema derecha a nivel mundial, ello hace parte de un proceso mucho más amplio en el que tanto izquierda como derecha participan activamente. En este proceso podemos identificar dos fenómenos paralelos que se alimentan entre sí: el aumento de las tensiones imperialistas y el ascenso del identitarismo.
La catástrofe social y ecológica que caracterizó al capitalismo desde sus comienzos está alcanzando cotas nunca vistas en la historia de las sociedades de clase. La automatización de la economía, la expulsión masiva de trabajo, los sectores cada vez mayores del proletariado que se convierten en «población excedentaria», el agotamiento de recursos generalizado —agua, suelos, minerales, energía— y el caos climático que genera problemas en las cosechas, plagas y desastres “naturales”, todo ello hace imposible no ver que el sistema capitalista nos aboca a una destrucción de la vida en proporciones nunca vistas.
Nos encontramos ante un sistema que se funda en la explotación del trabajo asalariado y que, sin embargo, por su propia lógica, cada vez tiene menos trabajo que ofrecer y por tanto que explotar. Una sociedad de trabajadores sin trabajo que se consume a sí misma. Una sociedad donde las cosas organizan la vida humana en forma de mercancías y capital, donde la lógica que la dirige no es una lógica humana sino abstracta, automática, que tiene que ampliar la producción de capital cueste lo que cueste, caiga quien caiga, y que sin embargo cada vez tiene más dificultades para hacerlo.
En todo esto, la burguesía no es sino un triste funcionario del capital. Por eso intenta gestionar este desastre de la única manera en que sabe hacerlo: con la lucha feroz por el reparto de un pastel cada vez más pequeño.
Esta lucha se realiza de muchas maneras, desde la guerra abierta en Siria hasta el aumento de aranceles por parte de EEUU, desde la nueva ruta de la seda de China y sus acercamientos a la UE hasta el aumento generalizado del gasto militar a nivel mundial. Pero para que este incremento de las tensiones imperialistas pueda llevarse a cabo, es necesario espolear las pasiones nacionalistas y disolver toda frontera de clase: todo nacionalismo, sea español o catalán, kurdo o estadounidense, es la defensa de la propia burguesía frente a la ajena y la preparación del proletariado para ser usado como carne de cañón en una guerra imperialista.
En este contexto no hay grandes diferencias entre la izquierda y la derecha. Que nadie se sorprenda si Syriza gobierna con ANEL, si la Lega Nord lo hace con M5S o si Cristina Kirchner aplaudió alegremente la llegada de Trump al gobierno. La defensa de la soberanía nacional los une a todos, y lo hace frente a los sectores de la burguesía internacional que más se están beneficiando de la inevitable globalización y de la concentración de capitales que genera esta crisis permanente del sistema. El llamado «rojipardismo» tiene su base en la defensa del Estado-nación que caracteriza a la socialdemocracia y que le lleva, en la exacerbación de la lucha imperialista, a hacer frente con quien sea para llevarla a cabo.
Al mismo tiempo, asistimos a un proceso de descomposición social sin precedentes. Las guerras, la expulsión de trabajo y la precarización de la vida por el agotamiento de los recursos —en suma, la catástrofe capitalista— generan situaciones de anomia social y movimientos migratorios masivos, frente a los cuales la burguesía tiene una posición ambivalente. La migración —legal e ilegal— facilita una buena cantidad de carne fresca, jóvenes obligados a venderse por un salario de miseria que vienen que ni pintados ante la bajada constante de beneficios de la burguesía y el progresivo envejecimiento de la población en Europa y EEUU.
Pero al mismo tiempo, los Estados necesitan regular su entrada para que la situación no se les vaya de las manos ni se generen mayores tensiones sociales en tiempos de crisis, así como para perpetuar la separación entre el proletariado nacional, que gozaría del privilegio de la ciudadanía, y el proletariado extranjero, que solo puede justificar su existencia en el territorio aceptando niveles de explotación que sería más difícil imponer de otra manera. En esta actitud ambivalente, vemos que la cuestión migratoria es usada como herramienta política en uno y otro sentido. Así, las medidas brutalmente anti-migratorias de Hungría, Austria, Italia y Eslovenia adquieren un carácter anti-establishment contra el eje franco-alemán, y el eje Merkel-Macron se erige como el huésped humanitario que solo busca una gestión “segura” de los movimientos migratorios mientras la externaliza al Magreb o a Turquía, a golpe de billetes, y aplica medidas cada vez más duras de expulsión de sin papeles y cierre de fronteras en sus respectivos países. Al mismo tiempo, Tsipras se ha convertido en el mejor aliado de Alemania en este asunto, de la misma manera que en otro continente López Obrador está haciendo el trabajo sucio por Trump en la caravana de migrantes proveniente de Honduras.
Pero todo esto no responde simplemente a los problemas de gestión de la burguesía. En un contexto donde la lucha de clases adquiere un carácter explosivo pero evanescente, donde nos es difícil aún sacar lecciones del pasado, mantenernos organizados y afrontar el siguiente embate de manera más sólida, la catástrofe capitalista parece insuperable. Seguramente nunca como ahora el capitalismo se encontró tan en crisis. Tampoco nunca como ahora la posibilidad y la necesidad de la revolución fueron tan negadas. Frente a la anomia social en que el capital hunde a amplios sectores del proletariado internacional, las propuestas securitarias y patrioteras de Bolsonaro o de la extrema derecha europea toman fuerza como alternativa, de la misma manera que ante la expulsión de trabajo y la precarización de la vida un líder fuerte como Trump puede ser visto como una solución con sus políticas proteccionistas, sus guerras comerciales y su promesa de volver a hacer grande a América. De otra forma, el ascenso al que estamos asistiendo en las últimas décadas del evangelismo o del islam más ortodoxo responde también a una necesidad social creciente, satisfecha por la capacidad de la religión para ofrecer una comunidad ficticia frente a la debacle social, la atomización y la fragilidad material y psicológica en la que nos deja este sistema de explotación.
A otra escala mucho más pequeña y minoritaria, pero con peso en muchos círculos militantes, la ideología de la derrota que nos venden en las universidades y que se hace cada vez más presente en los debates públicos, la llamada «postmodernidad», hace de cada esfuerzo por luchar contra una totalidad que nos asfixia una multiplicidad de identidades en constante competencia o, sólo con suerte, unidas en algún precario frente interseccional de “lucha”
Frente a la dificultad de afrontar como clase este sistema, se nos separa en razas, formas de vivir nuestro sexo, formas de vivir nuestra sexualidad, estados de salud mental, etc. Seguramente, de entre todas estas separaciones la más peligrosa y reaccionaria es la corriente racialista, que sustituye la nación por la raza y retoma la ideología de liberación nacional para llamar a una confrontación constante del proletariado «racializado» con el que no lo estaría, así como una negación directa de que existan clases sociales en su seno. Ante la ausencia de perspectivas de clase, el identitarismo gana peso y alimenta sus propias causas, separando al proletariado en naciones, razas o religiones e integrándolo en las luchas interburguesas por el reparto del pastel.
Tanto la izquierda como la derecha hacen parte de este juego. Si la derecha y su ala radical plantean abiertamente sus objetivos, los del capital, la izquierda cumple su rol ocultando los nuestros.
Una clara muestra de ello es la extensión del término «fascista» a toda fuerza política abiertamente reaccionaria, falacia histórica que no sólo impide comprender el fenómeno del fascismo como una fuerza progresista del capital, como un brutal vector de modernización capitalista, sino que al mismo tiempo permite justificar y reproducir la ideología antifascista, que recupera la lucha contra toda expresión del capital para dirigirla sólo contra algunos de sus efectos, pero jamás contra la causa misma
Sin duda hay diferencias entre la izquierda, la derecha y la extrema derecha, pero si asistimos a una creciente profundización de las contradicciones del sistema capitalista, si sufrimos sus estragos a nivel social, ecológico e individual, la única manera de luchar contra ello es hacerlo como un todo. La lucha de nuestra clase es siempre la misma: la lucha contra el capital y sus gestores, agiten la bandera que agiten.