23 abril, 2019

América Resiste #181- La Retaguardia Radio- 22-04-2019

América Resiste #181- La Retaguardia Radio- 22/04/2019  

Editorial: Zygmunt Bauman:El diálogo real no es hablar con gente que piensa lo mismo que tú 

Audios: 
Dictadura-1976/1983- Martinez de Hoz-El Plan- 
Raul Alfonsin- Plan Austral- 1985-Control de Precios 
De la Rua- Blindaje 2001-FMI 
Macri- Control de precios Pacto de Caballeros- 
Carlos Pagni- La Nación- El Cuco de Mauricio 
Grupo Clarin se burla de Macri- 
Rodriguez Larreta- Policia contra trabajadores- Se niega a ser testigo- 
Informativo ARBIA- 
TV Pública Periodistas contra la censura- 
Assange-Wikileaks 
Macriolos- Timbreo fallido 
Guerrilla- Compañia de Monte- ERP- Historia 
Lilita Carrio- Amenaza de muerte a Juez Federal 

Música: 
Todo el piripipi-Victor Hugo// Macri-Lagarde-Esa te la Debo// Memoria, Verdad y Justicia- Murga Lavate y Vamo// Chicha busca a Clara Anahí-Esa te la Debo// Los Vigilantes-Arbolito// De tripas corazón-Bersuit// La Canción Valiente-Cantacuenticos// Hola Karma-De Nos// 

Noticias- Denuncias- Reporte desde el lugar de los hechos- Periodismo Social, Libre, Militante  No somos neutrales, estamos junto a los vulnerables, que Luchan contra los Abusos y se niegan a ser esclavos.
América Resiste!!!- LUNES 18:00 A 20:00/ Jueves 13 a 15/ Sábado 22 a 24-

Abril Vermelho | MST divulga manifesto ao povo brasileiro Documento foi divulgado por ocasião dos 23 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás (PA) Redação Brasil de Fato | São Paulo (SP), 19 de Abril de 2019 às 15:21

https://www.brasildefato.com.br/2019/04/19/abril-vermelho-or-mst-divulga-manifesto-ao-povo-brasileiro/

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) produziu um manifesto ao povo brasileiro neste mês de abril por ocasião dos 23 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás (PA) e dos ataques aos militantes das causas populares.
O documento ressalta as ameaças do governo Bolsonaro (PSL) à soberania nacional e convoca a população a lutar pela efetivação de direitos básicos, pela reforma agrária e contra o fim das políticas públicas de inclusão no país.  
Confira na íntegra:
"Neste mês de abril de 2019, mais uma vez, erguemos nossas bandeiras e levantamos nossos punhos em memória de nossos mártires de Eldorado de Carajás e lembramos que em 17 de abril completam-se 23 anos da impunidade do latifúndio. Nossas vozes de indignação e nosso clamor por justiça se somam hoje às vítimas da empresa Vale, no sul do Pará, em Mariana, Brumadinho e tantas outras comunidades ameaçadas por suas dezenas de barragens irresponsáveis. Se erguem contra a impunidade dos mandantes do assassinato de Marielle Franco e de muitos outros militantes das causas populares. Estamos solidários com as lutas dos povos indígenas e quilombolas, atacados em suas terras pelos interesses do agronegócio com aval do governo. Somos solidários e lutaremos sempre pela liberdade de Luiz Inácio Lula da Silva, cuja prisão desrespeita a Constituição e a vontade do povo brasileiro.
Vivemos tempos do aumento das desigualdades, das injustiças e da violência contra o povo. Tempos de sofrimento e de muitas tragédias, a maioria delas causada pela fúria insana do capital em busca de soluções para a crise estrutural que o sistema capitalista enfrenta em todo o mundo. Em períodos de crise, as alternativas das classes dominantes buscam aprofundar a exploração dos trabalhadores e trabalhadoras e o assalto aos recursos públicos e aos bens da natureza. Nesse momento, isso está sendo feito através de uma descarada espoliação dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, conquistados a duras penas ao longo do último século e pela privatização desenfreada dos bens comuns da natureza, se apropriando ilegitimamente das terras, petróleo, minérios, água e da biodiversidade. O peso da crise é jogado sobre as costas do povo, com aumento do desemprego, corte da bolsa família, diminuição dos salários, paralisação dos programas de moradia, e bolsas na universidade. E agora querem acabar com a aposentadoria dos pobres e os benefícios do INSS vinculados ao salario mínimo.
O atual governo ganhou as eleições manipulando a vontade popular e impedindo a participação do Lula no pleito. O grande capital o colocou ali para cumprir essa agenda neoliberal perversa. Foi eleito para manter os privilégios dos que historicamente saquearam o país e atacam os direitos da classe trabalhadora.
Não devemos combater as cortinas de fumaça, nem nos distrair com os arroubos de ignorância. Este é um governo escolhido pelo capital financeiro, formado pelos setores mais entreguistas e antinacionais da classe dominante, verdadeiros funcionários de petrolíferas e de bancos internacionais, fardados ou não. Trata-se de um governo no qual os interesses dos bancos e dos Estados Unidos estão acima de tudo e de todos, como ficou evidente na postura submissa da entrega da Base de Alcântara, da Embraer e da reunião do Presidente e ministros com a CIA e o FBI.
O Governo deveria cumprir a Constituição e ter um programa de defesa dos interesses do povo. Os problemas das pessoas não se resolvem com ameaças, repressão ou fanfarronices no Twitter. Este governo envergonha o povo brasileiro, ofende nossa história e os valores humanistas. Esperamos que seja o mais breve possível. E que as contradições abertas pelos problemas sociais que se aprofundam possam se transformar em lutas e organização do povo, para enfrentá-los.
Queremos denunciar, especialmente, que este governo está enterrando a reforma agrária, acabando com o INCRA e todas as políticas públicas de apoio e fortalecimento da agricultura familiar e camponesa. Há um aparelhamento e subordinação dos órgãos públicos da agricultura aos interesses da bancada ruralista, dos fazendeiros e das empresas transnacionais do agronegócio. Entendemos que estas medidas atingem não apenas os camponeses, os povos indígenas e quilombolas, mas todo o povo, com aumento do desemprego, com a migração forçada, liberação dos agrotóxicos e exclusão dos serviços públicos. Há, no Brasil, em torno de cem mil famílias de sem-terras acampados, esperando pela reforma agrária. E outras 800 mil famílias assentadas, à margem das políticas públicas que foram eliminadas. O que o governo quer? Escondê-las, reprimi-las?
A reforma agrária é uma política de Estado, em que a Constituição determina que o governo desaproprie a todas as grandes propriedades improdutivas que não cumpre função social, que tenham trabalho escravo, crimes ambientais, contrabando e plantas psicotrópicas. E as distribuam aos trabalhadores. Não fazer reforma agrária é descumprir a Lei, que eles dizem defender. Não fazer reforma agrária é aumentar a concentração do latifúndio, a pobreza e a desigualdade na sociedade brasileira.
Seguiremos nossa luta em defesa da reforma agrária, da agroecologia e da agricultura camponesa, para que todos tenham acesso a alimentos saudáveis. Em defesa da educação pública com gestão democrática, sem privatizações e mordaças. Em defesa das empresas estatais, da soberania nacional e contra a submissão do Brasil aos interesses dos Estados Unidos.
Conclamamos o povo brasileiro a seguir em luta pelo direito de todos ao trabalho, aposentadoria, moradia, emprego, educação, saúde e cultura. Por democracia, justiça social e defesa da natureza como bem comum
Lutar, construir Reforma Agrária Popular!

Coordenação Nacional do MST

Brasil, Abril de 2019".

La lucha en Clarín, la "transformación digital" y la tarea de los trabajares de prensa

Después de una impresionante jornada de paro total durante el miércoles 18/3 —votado luego de conocerse los más de 60 despidos en los medios de AGEA-Clarín— una masiva asamblea de Clarín votó la continuidad del paro general hasta el día siguiente. Fueron, así, 48 horas de paro, algo que no ocurría al menos hace 30 años.  
Estos hechos marcan un punto de inflexión en el gremio de prensa y prepara sus tareas.
Se trató de una respuesta histórica que está a la altura del brutal ataque de la empresa, que ha militarizado el espacio de trabajo para generar un miedo y desánimo que le permita hacer pasar los despidos y la ultraflexibilización que ocultan bajo la bandera de la "transformación digital". 
Por el contrario los compañeros y compañeras de Clarín han ido al paro y a un esquema de jornadas de lucha, una decisión determinante no solo porque exige y pelea por la reincoporación de todos los despedidos, sino porque marca un punto de gravedad donde apoyarse para enfrentar el modelo de precarización que quiere imponer la empresa de medios más grande del país.
Es fundamental destacar este aspecto porque permite comprender lo estratégico del plan de despidos no solo dentro de Clarín, sino en todas las patronales de prensa.
Basta señalar que fueron ejecutados en la previa de la apertura de la paritaria 2019 como método de disciplinamiento general frente ya a un cuadro de salarios devaluados, medios que cierran, retiros voluntarios y miles de despidos. Los despidos —que buscan también cambiar el eje de la discusión salarial— son así la plataforma donde se apoya la patronal para profundizar este giro en el modelo de trabajo. Es ejemplo de esto el régimen de siete horas diarias de trabajo que busca imponer Magnetto compulsivamente, un sistema de horas extras truchas violatorio de todo convenio y estatuto.
Sería un error, sin embargo, ver en esto cuadro un gremio de prensa abatido: son múltiples las luchas que se desenvuelven en estos momentos desde El Cronista hasta editorial Perfil como así también las expresiones de solidaridad, hacia los compañeros de Clarín, que se esparcieron como pólvora en las distintas redacciones. Venimos, además, de la toma de meses del edificio de Télam contra los despidos y de la histórica lucha por los derechos de la mujer en el gremio y en el país.
Los despidos también deben ser puestos en el contexto del colapso económico del país y de la perspectiva de derrumbe del gobierno de Macri, que ha beneficiado al holding con beneficios fabulosos. El kirchnerismo —que también le dio estratégicos beneficios al Grupo—  fue cómplice de Magnetto, a través del ministerio de Trabajo, aún en los momentos de mayor confrontación desde sus tribunas.
Esta posición de defensa de todos los puestos y las condiciones de trabajo de ninguna manera busca atentar contra las nuevas tecnologías. Por el contrario, son los trabajadores, con la experiencia de años, los que mejor conocen sus herramientas para la transformación y la convivencia de la época entre el papel y la web. No es la tecnología el problema, sino qué orientación social y cultural tiene esa tecnología.
Es fundamental una acción conjunta de todo el Sipreba no solo para rodear la lucha de Clarín sino como lucha estratégica para la etapa que se viene. Preparemos, compañeras y compañeros, el terreno para el paro general.
¡Participemos este sábado 20, a las 15, del festival en la puerta de Clarín!
¡Viva la lucha de Clarín y de todo el gremio de prensa!
La Naranja de Prensa, 19 de abril de 2019

De locos: Soldados mexicanos detienen a militares de EEUU ¡en el lado estadounidense de la frontera!

https://laopinion.com/2019/04/20/soldados-mexicanos-detienen-a-militares-de-eeuu-en-el-lado-estaunidense-de-la-frontera/?utm_source=La+Opini%C3%B3n+-+Noticias+M%C3%A1s+Populares&utm_medium=email&utm_campaign=La%20Opinion%20-%20Noticias%20Mas%20Populares
Los soldados mexicanos apuntaron con sus armas a los dos militares estadounidenses y le retiraron el arma a uno de ellos

Dos soldados estadounidenses fueron detenidos e interrogados por un grupo de seis militares mexicanos el pasado 13 de abril en la colonia conocida como Las Pampas, Texas. Los agentes de Estados Unidos manejaban un vehículo sin identificar y los mexicanos los confundieron con civiles armados. Pero hubo otra confusión más grave: estaban en el lado estadounidense de la frontera.

Los dos soldados de EEUU “realizaban operaciones de apoyo fronterizo” – según un comunicado del Comando Norte de Estados Unidos- cuando los mexicanos les mandaron detenerse y les apuntaron con sus armas. También le quitaron el arma a uno de los soldados estadounidenses y la pusieron dentro del vehículo.
Los funcionarios dijeron que las armas con las que apuntaron los militares mexicanos podrían ser fusiles de asaltos. Los estadounidenses accedieron a que se les retirara el arma para evitar “una situación potencialmente volátil” -según los propios soldados.
“A lo largo del incidente, los soldados estadounidenses siguieron todos los procedimientos y protocolos establecidos”, añadió el Comando del Norte.
Sin embargo, el comunicado también explica que la confusión fue del ejército mexicano ya que “los soldados de EEUU se encontraban adecuadamente en territorio estadounidense” cuando los detuvieron. El encuentro tuvo lugar al sur de la valla fronteriza pero al norte del Río Bravo. En ese área, según explican los funcionarios, el río está seco y lleno de matorrales y, por lo tanto, es “muy fácil” confundir cuál es el límite entre los países.
Al final el incidente se resolvió de manera amistosa. Uno de los soldados de EEUU hablaba algo de español y pudo comunicar la situación. Ambos lados del malentendido prometieron evitar el conflicto en el futuro. Tras resolver todo, los militares mexicanos se retiraros de la zona fronterizo

Bernie Sanders’s Electability Tour-The New Yorker

On a recent Friday afternoon in April, a large crowd gathered in a park on the shore of Lake Mendota, in downtown Madison, Wisconsin, for a Bernie Sanders rally. Spring hadn’t yet fully settled on the Midwest—it was overcast, with a cold wind blowing—but hundreds of people arrived early. Amid clusters of friends, parents with toddlers, single young men with brown beards, old women in knit caps, union members, students, and retirees, one group huddled for a photograph, yelling “Bern!” instead of “Cheese!” A man named Marc Daniels, who had driven up from Springfield, Illinois, stalked the edge of the crowd, holding a large sign that read “Mazel Tov! Medicare-For-All.” Onstage, a middle-aged trio—guitar, drums, and bass—played a cover of Crowded House’s little-remembered hit “Something So Strong,” which, among the longtime Sanders supporters and the newly Sanders curious, could have been mistaken for some kind of secular revival-rock tune: “Something so strong could carry us away / Something so strong could carry us today.”
The Madison rally was the kickoff for a carefully curated, four-day tour, from Wisconsin through Indiana, Ohio, Michigan, and Pennsylvania. These are states where, in the 2016 primaries, Sanders either won or ran competitively against Hillary Clinton, and where, in that year’s general election, Clinton’s “blue wall” fell to Donald Trump. Clinton hadn’t made a single campaign stop in Wisconsin—a fact that became emblematic of the grip she lost on the region. Sanders, when he finally got up to speak, summoned this history. “Four years ago, despite losing the popular vote by three million votes, Donald Trump carried all of those states and won enough electoral votes to win the Presidency,” he said. “Together, we are going to make sure that that does not happen again. We’re going to win here in Wisconsin, we’re going to win in Indiana, we’re going to win in Ohio, we’re going to win in Michigan, and we’re going to win in Pennsylvania. And we’re going to win the election.”
The crowd went nuts. Sanders is currently the most well-known name in the crowded Democratic field. He can rightfully claim to have popularized many of the big policy ideas now championed by his competitors—taxing the rich, free college tuition, Medicare for All—and is leading the field in early fund-raising. He has framed his run for the Presidency not as a new effort but as a continuation of a campaign that many of his supporters—and hundreds of thousands of volunteers—believe he never really lost. (Last year, Jeff Weaver, Sanders’s longtime adviser, published a book titled “How Bernie Won.”) Now, in a single weekend, Sanders was going to cut across the terrain where he believes his hopes for the Presidency lie. The cranky old senator, the democratic socialist and 2016 insurgent, had come to the Midwest to make his electability argument.
After Madison came Gary, Indiana. In 2016, Sanders won the Indiana Democratic primary. But Lake County, where Gary is situated—the very northwestern corner of the state, which is, in some important cultural and economic ways, more tied to Illinois than to Indiana—went for Clinton. Gary is a working-class community and eighty per cent black. In 2016, black voters opted overwhelmingly for Sanders’s opponent, Hillary Clinton. The morning Sanders came to town, local community leaders had been invited to a roundtable discussion with Sanders at the Genesis Center, a preposterously large, Jetsons-era-inspired event venue, built as part of a failed revitalization effort in the nineteen-eighties. As the attendees trickled in, Meredith Colias-Pete, a reporter for the Gary Post-Tribune, pointed out some of the faces in the crowd: a guy from the steelworkers’ union; a local artist-activist. Colias-Pete had also heard that Gary’s mayor, Karen Freeman-Wilson, the former attorney general of Indiana, who, in 2016, supported Clinton, was planning to attend.
When the roundtable began, Sanders asked people to volunteer their questions and concerns, all at once. Questions were lobbed at him about jobs, education, the Green New Deal, health care, equality, fossil fuels, community policing, and the fate of “legacy” cities, older industrial communities where jobs have left and populations have declined. “The advantage of having a number of people make comments and ask questions, and kind of lump them together, is that you touched on a whole lot of fundamental concerns,” Sanders said, as he stood and held forth. He railed against austerity policies and discussed the relationship between youth unemployment and crime. “Somebody raised the question of the need for more black doctors, and that’s absolutely true,” he said. He riffed on the Green New Deal. He touted his support for a House bill proposed by Jim Clyburn, a Democrat from South Carolina (along with Cory Booker, Sanders’s Democratic competitor, from New Jersey), that would invest federal funds in distressed neighborhoods. Of a federal jobs guarantee, he said, “Is that a radical idea? I don’t think so.”


El periodismo y el activismo pueden luchar juntos contra la corrupción en la frontera entre México y EEUU? porSANTIAGO SÁNCHEZ Apr 11 en PERIODISMO DE INVESTIGACIÓN

https://ijnet.org/es/story/%C2%BFel-periodismo-y-el-activismo-pueden-luchar-juntos-contra-la-corrupci%C3%B3n-en-la-frontera-entre?utm_source=This+week+in+IJNet+-+Spanish&utm_campaign=4a09d12e8f-EMAIL_CAMPAIGN_2019_04_16_11_39&utm_medium=email&utm_term=0_2dbcc1ac9d-4a09d12e8f-15248709
Qué tienen en común el periodismo con el activismo? ¿Existen ejemplos exitosos de alianzas entre ambos? ¿Qué es lo que debe pasar para que esto se produzca? ¿Y cómo el periodismo y el activismo pueden aunar fuerzas para luchar contra la corrupción en la frontera entre México y Estados Unidos? Para abordar estas y otras preguntas, el Centro Internacional para Periodistas (ICFJ, por su sigla en inglés), el Border Center for Journalists and Bloggers, Iniciativa Sinaloa y la Agencia de los Estados Unidos para el Desarrollo Internacional en México organizaron el panel “Dialogo: el periodismo y la sociedad civil”, el pasado 29 de marzo en el Hotel Holliday Inn de Tijuana, en el marco del Border Hub, un programa dedicado a investigar la corrupción en la frontera entre México y Estados Unidos.  
La frontera es una región particularmente complicada tanto para periodistas como activistas. En Sonora, por ejemplo, hay una fuerte represión e influencia del gobierno, dijo Priscilla Cárdenas, de Proyecto Puente, un medio periodístico de esa ciudad. “Están quienes aceptan chayote [soborno] y quienes no”, graficó. En tanto, Chihuahua es una de las zonas “más peligrosas para quienes defienden los derechos humanos y el periodismo”, aseguró Rocío Gallegos, presidenta de la Red de Periodistas de Juárez y directora de La Verdad, recordando que en los últimos seis años asesinaron a más de 18 activistas y periodistas, y la mayoría de esos crímenes continúan impunes. A pesar de esas circunstancias, contó que organizaciones de la sociedad civil se han fortalecido y hasta alcanzaron a sectores que medios y periodistas no podían llegar. “En Chihuahua hubo alianzas para trabajar que envalentonaron a la gente. Pero tras eso empezó una desilusión cuando vimos que muchas de esas voces de liderazgo se fueron al gobierno”.
En ese marco, ¿qué tienen en común periodistas y activistas? Gallegos marcó coincidencias como el respeto a los derechos humanos, el combate a la corrupción y que ambos son un contrapeso del poder. Por eso, interpreta que hay situaciones o circunstancias en las que el periodista y el activista puedan tener funciones complementarias, como por ejemplo, cuando existen “condiciones de control informativo o censura”, o “cuando se busca tener incidencia o cambio”. “Estoy convencida de que el periodismo puede provocar y un cambio, pero hay condiciones en que el periodismo necesita un acompañamiento”, por lo que puede actuar complementariamente con el activismo, expresó.
Jorge Luis Sierra, presidente del Border Center, consideró en cambio que periodismo y activismo han estado separados durante muchos años, con una gran falta de comunicación. Incluso entiende que los puntos de encuentro son muy limitados actualmente: “el periodista ve al activista como una fuente de información y estos ven al periodista como la caja de resonancia de su organización”.
En tanto, el activista Francisco Martínez, director de Tierra Colectiva: Ciudadanía, Género y Medio Ambiente, una organización civil de Baja California, dijo que existe una visión muy simplista de lo que es el activismo. Para ilustrar esto, informó que de las 1.352 organizaciones sociales que hay en Baja California, solo el 3% se dedican a la incidencia en la política, mientras que las demás son “asistenciales o religiosas”.
¿Y qué es lo que se ambas partes necesitan para trabajar en conjunto? Todos los panelistas respondieron que la confianza es el factor fundamental. “Cuando quiero hacer una alianza con una organización civil tengo que saber bien con quién estoy hablando. Con los periodistas es lo mismo”, dijo Martínez. Para Gallegos también es bueno que medios y organizaciones tengan “agendas similares o que se empaten”, aunque eso no necesariamente implicará que se salden potenciales diferentes. “Debemos vernos como una especie de complemento, pero independientes, y establecer el compromiso de cada uno sobre cómo operamos, porque ambas partes estamos bajo el escrutinio público”.
Pero para un trabajo fructífero, lo más importante según Sierra es seguir la agenda de los ciudadanos, y no la de los políticos o el gobierno. Desde el punto de vista periodístico, la historia que sirve para estas alianzas, argumentó, es aquella que “introduce desde la génesis del reportaje cuál va a ser el punto de violación principal en términos legales del funcionario público”. Para Sierra, “si eso se demuestra, ya el camino está allanado para el activista de la sociedad civil, que podrá convertir [el reportaje] en una denuncia penal o civil”.  
Los panelistas también citaron ejemplos de complementariedad en el trabajo entre periodistas y activistas. Sierra contó su experiencia como becario ICFJ Knight en Panamá. En ese país había desarrollado un proyecto de periodismo de investigación que recogía denuncias ciudadanas de crímenes y corrupción y las mapeaba. Luego las denuncias se estudiaban con criterios periodísticos y finalmente se las entregaban a los medios para que ellos siguieran la investigación. El proyecto, llamado Mi Panamá Transparente, implicaba a tres medios, dos estaciones de radio, una de televisión, además de empresarios y organizaciones civiles por la seguridad del país.
Sierra explicó cómo a través del proyecto lograron que un puente que conectaba al distrito de San Miguelito  y era controlado por una pandilla, pasara a ser iluminado y vigilado por la Policía. Luego el ex becario ICFJ Knight también relató cómo por intermedio del mismo proyecto y gracias a la queja de varios empresarios, se dejó sin efecto una licitación para el astillero de Panamá, dado que la empresa de uno de los integrantes del consejo que elegía las postulaciones había sido seleccionada.
En tanto, Cárdenas relató cómo la organización Poder le ayudó a investigar un derrame tóxico de sulfato de cobre acidulado sobre el río Sonora que realizó la minera Grupo México, afectando a más de 22.000 personas de siete municipios. “Mucha de la información que quise acceder por solicitudes de acceso me la negaron. Solicitaba qué había pasado con el dinero destinado a beneficiar a afectados y no me lo decían. Te decían que los habían ayudado pero era evidente que no. Sin embargo el gobierno hasta presentaba cifras”. Entonces apareció en escena Poder. “Les dije los impedimentos que estaba teniendo para acceder a los datos, e interpusieron recursos de revisión a una solicitud que yo hice. Finalmente formularon tan bonito y tan bien sus preguntas que se las contestaron. Al final el organismo me entregó el expediente y fue parte fundamental de la investigación”, relató Cardenas.  
Una conclusión quedo sobrevolando tras las exposiciones de los panelistas: cuando el periodismo y el activismo logran dejar de lado sus particularidades para potenciarse, pueden lograr cambios. Según Martínez: “las autoridades ciudadanas cuando ven juntas a la sociedad civil y al periodismo, tiemblan”.

ICE prepara envío de inmigrantes indocumentados a “ciudades santuario”

https://laopinion.com/2019/04/14/ice-prepara-envio-de-inmigrantes-indocumentados-a-ciudades-santuario/?utm_source=La+Opini%C3%B3n+-+Noticias+M%C3%A1s+Populares&utm_medium=email&utm_campaign=La%20Opinion%20-%20Noticias%20Editorial%20(Morning)
Por órdenes del presidente Donald Trump, el Departamento de Seguridad Nacional (DHS) y el Servicio de Inmigración y Control de Aduanas (ICE) analizan las opciones para enviar a inmigrantes indocumentados detenidos en redadas a ciudades santuario.
“Han dicho que querían a todos estos extranjeros ilegales en sus comunidades”, dijo el subsecretario de prensa de la Casa Blanca, Hogan Gidley en Fox News. “Estamos trabajando con DHS, estamos trabajando con ICE, para tratar de asegurarnos de que eso suceda porque, después de todo, es lo que quieren. No deberían decir ‘esto es una retribución política’, deberían decir ‘esto es una rama de olivo”.
En un principio Gidley comentó que el Gobierno analizaba las opciones legales para ello, pero después de su entrevista, el presidente Trump publicó un tuit afirmando que “tiene el derecho legal absoluto de detener a inmigrantes indocumentados a ciudades santuario”.
La polémica comenzó con una publicación del Washington Post que reveló los planes de la Administración federal, pero el viernes, el presidente Trump confirmó estaba estudiando “en serio” la posibilidad.
“Debido al hecho de que los demócratas no quieren cambiar nuestras tan peligrosas leyes de inmigración, estamos en efecto, como se ha informado, considerando en serio (la idea de) colocar a inmigrantes indocumentados solo en las ciudades santuario”, escribió en Twitter.

Argentina: Autodefensa comunitaria del pueblo Wichi

https://redlatinasinfronteras.wordpress.com/2019/04/14/argentina-autodefensa-comunitaria-del-pueblo-wichi/

Argentina: Guardia comunitaria de los wichis en el Chaco argentino: ¿excepción o principio?

Juan Guahán
www.estrategia.la

Los wichis, un pueblo originario, han creado un inédito sistema de guardias comunitarios en la zona chaqueña de El Impenetrable, al amparo de una Ordenanza Municipal. Hay dudas si es una excepción ante el abandono del Estado o el inicio de algo distinto.

Allá, en el norte chaqueño -sobre el Río Teuco- cerca de los límites fronterizos con las provincias de Salta y Formosa, está El Sauzalito. Son apenas dos mil pobladores, mayoritariamente wichis ganados por el hambre y el mal de Chagas. Decirles pobres es faltar a la verdad, por ser una categoría que no explica su realidad que parece extraída de aquel verso de Atahualpa Yupanqui: “Dios por aquí no pasó”.

Para este Estado son una carga, porque hay pocos votos, muchas necesidades y obstaculizan la explotación capitalista de la zona.

Allí la comunidad wichi ha puesto de pie las “Guardias Comunitarias” que han merecido muchos comentarios periodísticos y temores en funcionarios estatales. Hay dudas si se trata de algo excepcional o es el parto de una nueva realidad, ante la descomposición del actual sistema estatal.

Todo eso ocurre en el corazón de El Impenetrable, un bosque nativo que abarcaba unos 40 mil kilómetros cuadrados dentro de las provincias del Chaco, Formosa, Santiago del Estero y Salta, donde residen 55 mil wichis, que los blancos denominaron matacos.

De todas esas provincias, Chaco es la que más deforestó en los últimos años: fueron devastadas miles y miles de hectáreas, más de la mitad de las cuales se corresponden a áreas protegidas por la Ley de Bosques (Ley 26.331). Buscando maderas (quebracho, algarrobo o palo santo) o tierras para el cultivo de la soja se fue modificando el hábitat, quitándole a las poblaciones originales toda posibilidad de subsistencia.

En la búsqueda de mayores ganancias individuales de sus amigos, la Provincia fue recategorizando las áreas protegidas por aquella Ley, aunque eso fuera destruyendo la vida de las poblaciones originarias. Esa corrupción estatal hizo posible que, como lo certifica la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO), Argentina sea uno de los 10 que más desmontaron entre 1990 y 2015.

Hace menos de un año tomó estado público la denuncia sobre uno de esos desmontes. Ese hecho se produjo en una zona ubicada a 15 kilómetros del mencionado Sauzalito y se concretó en tierras fiscales bajo la mirada cómplice de las autoridades provinciales, encargadas del control.

La Guardia Comunitaria y el debate en El Impenetrable

Unas 160 personas están organizadas, en áreas de El Sauzalito como integrantes de una “Guardia Comunitaria”. En Nueva Pompeya, hay otras 180. Portan armas y una parte de tales “guardias” viste ropas de combate.

Los indígenas invocan su derecho a la autodefensa en la existencia de la Ordenanza N° 952 del 2 de noviembre de 2018 del Concejo Deliberante del Municipio de El Sauzalito que declaró de interés municipal y aprobó la existencia de una “Guardia Comunitaria y Cuerpo de Bomberos del Pueblo Wichi”, en distintos pueblos de ese Municipio (El Sauzalito, Wichi El Pintado, Sauzal), El Vizcacheral, Tres Pozos, El Tartagal, Cevilar y Fortín Belgrano).

Sostienen que lo hacen en territorio propio por tratarse de tierras que les fueron reconocidas por el gobierno, y que sus objetivos, ante el abandono por parte del Estado, es para “proveer de seguridad en el territorio que ocupan… evitar la entrada y tránsito de drogas… evitar el saqueo de sus recursos”.

Sostienen que los uniformes los compraron en la frontera con Bolivia y que los rifles (algunos aclararon que son de aire comprimido) sirven para defenderse de los animales.

“Queremos articular nuestra organización con el Estado, pero nunca lo hemos podido hacer. Si no levantamos la voz no nos escuchan… nos pisotean; hay desmonte, se llevan la madera, los pescados, todo lo que tenemos… queremos que se nos respete como pueblos originarios y que se nos escuche. Por eso nos organizamos para defendernos”, sostiene uno de sus voceros.

La Gendarmería salió a defenderse ante la afirmación hecha por el mismo vocero que denunció el creciente ingreso de drogas, “que envenena a nuestra juventud”, desde Formosa y Salta.

El tema llegó hasta la prensa, autoridades nacionales y provinciales. El Ministro de Seguridad del Chaco manifestó que “los caciques no evaluaron adecuadamente el alcance de la Ordenanza” y que el Estado está presente en todo el territorio del Chaco”. Los pobladores saben a favor de quién y de qué manera está “presente” el Estado, que legaliza todos los días el descripto estrago de la deforestación.

El vocero de la Guardia Comunitaria de Nueva Pompeya fue rotundo al afirmar que: “Parece ser que por defender nuestra tierra vestidos de color monte somos culpables de algo. Les diremos algo que no saben, el miedo lo perdimos hace tiempo. Porque nos daba miedo seguir viviendo como vivíamos, así que ahora aferrados a otra vida estamos y ésa es la de lograr el respeto a nuestra historia, a nuestro rostro, a nuestro color de piel y a nuestra lengua”.

16 abril, 2019

América Resiste #180- La Retaguardia Radio- 15-04-2019

América Resiste #180- La Retaguardia Radio- 15/04/2019  

Editorial: ¿Nos roban las banderas?- 

Audios: 
Abuelas de Plaza de Mayo- Encuentran a la Nieta 129- Habla el Padre- 
Dictadura- Martinez de Hoz el Plan Económico- 
2001-De la Rua anuncia el "blindaje"-luego la caída- 
CRÓNICA Noticias- FMI Cristine Lagarde- 
FMI- Amenaza a los candidatos en Argentina-Cristine Lagarde 
ARGENTINA-CORDOBAZO-1974-Agustin Tosco-Atilio Lopez 
ARGENTINA- Trabajador coaccionado por policía de Rodriguez Larreta- 
Informe de ARBIA-Despedidos de TELAM 
Censura en la TV Pública 
Wikileaks-Assange 
Paraguay: Federación Nacional Campesina- No al desalojo en SanJuan- Corte puente KYHA 
Chile: Gusana rebatida por estudiante- 
Escupida al Cielo- Daniel Ares 
Macriolos: Timbreo Fallido 

Música: 
Memoria, Verdad y Justicia- Murga Lávate y vamo//Soy los Pasos- Yamandú-Tabaré// Clara Anahí-Esa te la Debo// Macri-Lagarde-Bullrich-Esa te la Debo// De tripas Corazón-Bersuit// El Olvidao-Peteco Carabajal-Duende Garnica// Los Vigilantes-Arbolito// How Many Times-Bob Marley// 

Noticias- Denuncias- Reporte desde el lugar de los hechos- Periodismo Social, Libre, Militante  No somos neutrales, estamos junto a los vulnerables, que Luchan contra los Abusos y se niegan a ser esclavos. 
América Resiste!!!- LUNES 18:00 A 20:00/ Jueves 13 a 15/ Sábado 22 a 24-

10 abril, 2019

América Resiste #179- La Retaguardia Radio- 08-04-2019

América Resiste #179- La Retaguardia Radio- 08/04/2019


Editorial: El día después- Imperio Barbarie nos iguala-

Audios:
¿Quien Mató a mi Hermano?- Caso Luciano Arruga-el documental
Mejico: Crímenes de Lesa Humanidad-
Analfabetos-Jesus Quinteros-Perro Verde
Brasil: Presidente Bolsonaro en Israel// Nazismo es de izquierda-
Uruguay: Presidente Tabaré Vazquez-Echó a Gral- Manini Rios
España: Paro de Mujeres-8M- Bilbao
Otros cuentos- Sub comandante Marcos- Lee Norita Cortiñas-"Sueña el Viejo Antonio"
Gremios: Agustin Tosco- CGT Combativa de Cordoba

Cloaca gate:
Gobernadora Vidal- compra con plata del estado-medios Grupo América
Fraude electoral en Argentina?- Alconada Mon
Diputada Graciela Caamaño denuncia a Monzó
Lilita Carrio amenaza de muerte a Juez Federal

Música:
Apocalipsis Zombie-Cuarteto De Nos// Librepensador- Tabaré Cardozo-Sebastian Teysera// Chicha Mariani "Clara"- Esa te la Debo// Mi lista Negra- De Nos// De tripas Corazón- Bersuit// Chau- No te va a Gustar-Julieta Venegas// En el fondo de Lagarde- Esa te la Debo// Miguel Grita-De Nos// 

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Puerto Rico espera entre el hambre y el abandono mientras Washington debate- PATRICIA MAZZEI- Venezuela espera ayuda de EEUU???- Tomen ejemplo

VIEQUES, Puerto Rico — Es raro que se escuche el llanto de un recién nacido en los pasillos de lo que apenas puede considerarse un hospital en la isla devastada de Vieques, cerca de la costa de Puerto Rico.
“Se extraña eso”, dijo Dennisse Bermúdez Colón, una enfermera.
El huracán María provocó el cierre de la única sala de trabajo de parto y alumbramiento de la isla, lo que obliga a las futuras madres a viajar, normalmente por vía marítima, al territorio principal de la isla a 12,8 kilómetros de distancia para tener a sus bebés. Tan solo unos pocos partos de emergencia se han realizado en un viejo refugio para tormentas convertido en una clínica provisional.
“Si siguen sin hacer nada en el hospital, se deteriora más”, dijo Isabel Encarnación Nazario, de 65 años, una mañana reciente mientras recogía un kit de análisis de laboratorio para su madre enferma de 90 años en la clínica improvisada.Casi dieciocho meses después de la tormenta, este arreglo temporal se siente cada vez más permanente. El hospital original sigue cerrado, adentro solo hay escombros de óxido y moho, y alberga a uno que otro gallo y una manada de caballos salvajes cuyos excrementos ensucian el estacionamiento y la estación de ambulancias.
El agonizante hospital de Vieques es uno de los muchos lugares en los que la labor de reconstrucción se ha estancado durante casi un año y medio luego del huracán desastroso de septiembre de 2017. Las reparaciones, postergadas debido a desacuerdos sobre el alcance y el costo del proyecto, aún no comienzan, aunque se supone que la reapertura del hospital es una prioridad máxima.
Incluso antes del huracán María, Puerto Rico ya tenía dificultades financieras y padecía de una infraestructura derruida, además de que muchos residentes se quejan de la malversación del gobierno que exacerbó el impacto de la tormenta, lo cual hace eco de las críticas que se escuchan en Washington. Sin embargo, los dirigentes puertorriqueños afirman que el retraso de la reconstrucción del hospital de Vieques y de miles de otros proyectos paralizados es un reflejo del trato desigual de parte de la Casa Blanca y el Congreso, el cual no logró aprobar una legislación de ayuda para catástrofes la primera semana de abril a causa de una disputa sobre cuánto dinero debían enviar a la isla.
La discusión ha impedido que la ayuda llegue a otras partes del país, entre ellas los estados del medio oeste que necesitan socorro para inundaciones y los estados costeros que buscan aumentar la protección ante huracanes. La semana pasada, el presidente Trump volvió a acusar a los políticos puertorriqueños de corrupción e incompetencia, con lo que destacó su renuencia a aprobar más fondos para la mancomunidad en quiebra.
“Tanta gente maravillosa, pero con tan mal liderazgo de la isla y con tanto dinero desperdiciado”, escribió Trump en Twitter.
Los legisladores republicanos y demócratas han aceptado proporcionarle 600 millones de dólares a Puerto Rico a fin de atender una necesidad mucho más básica que la reconstrucción: la hambruna. Tras el huracán de categoría cinco, el Congreso autorizó 1270 millones de dólares para el programa de cupones de alimentos de Puerto Rico, el cual aumentó durante un año las prestaciones mensuales de los beneficiarios para que fueran equivalentes a las de los estadounidenses. Esa ayuda terminó en marzo.
“No he comido en dos días”, dijo María Concepción, de 52 años, la semana pasada en el estacionamiento de una oficina local de cupones de alimentos en la municipalidad de Bayamón, afuera de San Juan, la capital. Unos minutos después, rompió en llanto.
Concepción, quien dijo sufrir de epilepsia y cáncer, había caminado durante casi dos horas desde su casa solo para enterarse de que su cita había sido cancelada. Su intención era solicitar más dinero, luego de que recortaron su subsidio a menos de la mitad, a 108 dólares al mes.
“No me da”, exclamó.
Alrededor del 85 por ciento de los alimentos de la isla son importados, lo cual eleva los precios al consumidor. Aproximadamente 1,3 millones de 3,2 millones de puertorriqueños —casi el 43 por ciento de la población— cumplen con los requisitos para recibir cupones de alimentos. La isla ha estado en una recesión económica durante doce años.
“No es mucho, pero es algo”, comentó William Miranda, de 59 años, un conserje que perdió su trabajo después del paso del huracán, dentro de la oficina de cupones de alimentos. “Tratamos de coger todos los especiales que encontramos en los supermercados”, agregó su esposa, Carmen Lugo, de 62 años.
Los demócratas de la Cámara de Representantes han presionado para que se otorgue financiamiento más allá del programa de cupones de alimento, incluyendo 849 millones de dólares para la Agencia de Protección Ambiental a fin de arreglar los sistemas hidráulicos dañados, casi 150 millones de dólares en concesiones de vivienda para que los puertorriqueños puedan reparar sus hogares, y una disposición que solicita a la Agencia Federal para el Manejo de Emergencias (FEMA, por su sigla en inglés) pagar el costo total del trabajo permanente en edificios públicos y otro tipo de infraestructuras, tal como lo hizo después de los huracanes Katrina y Sandy.
Sin la disposición de la FEMA,las posible que Puerto Rico tenga que cubrir el diez por ciento de los costos de reconstrucción: miles de millones de dólares de los gobiernos de la mancomunidad, cuyas finanzas han sido controladas por una junta federal de supervisión desde 2016, indican que eso no se ha hecho.
Es por eso que el gobernador Ricardo A. Rosselló, junto a otros funcionarios puertorriqueños y sus aliados en el Capitolio han definido el paquete de ayuda humanitaria como un punto crítico para la reconstrucción a largo plazo de la isla. La legislación no otorgaría financiamiento directo para proyectos como el hospital de Vieques, pero sí ayudaría a garantizar que los problemas presupuestales del gobierno puertorriqueño no frenen el avance del proyecto.
“Esto afecta todo”, dijo Rosselló, demócrata, en una entrevista. “Entorpece la recuperación. Obstaculiza nuestro objetivo de tener una red energética sustentable, confiable y moderna. Frustra nuestra capacidad de arreglar nuestros sistemas hidráulicos”.
Otros proyectos en espera de financiamiento son las estaciones de policía, las escuelas públicas y carreteras. El municipio de Villalba necesita remplazar su centro de operaciones de emergencia y un centro para adultos mayores, pues ambos fueron destruidos por el huracán, dijo el alcalde Luis Javier Hernández (por ahora, el pueblo ha arrendado otros edificios para albergar estos centros). Los residentes de la ciudad cercana de Barranquitas, en la región central montañosa de Puerto Rico, han tenido que tomar desviaciones de 40 minutos a lo largo de las carreteras del país debido a que dos puentes principales se desgastaron.
“Ha resultado peligroso y han sucedido varios accidentes”, dijo Francisco López, el alcalde de Barranquitas. “Eso es bien preocupante porque estamos a un año y medio del huracán y a dos meses de comenzar la nueva temporada de huracanes”.
En el vecindario de Ocean Park en San Juan (donde algunas calles quedaron inundadas con aguas malolientes durante dos semanas tras el paso del huracán María), Jesús Herbón, propietario de una panadería local, bromea y dice que se ha vuelto un experto en bombas de agua por todo el tiempo que le ha dedicado a aprender cómo fallaron durante la tormenta.


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El senador Jon Tester visita un centro de detención

MCALLEN, Texas — El centro de detención más grande de la Patrulla Fronteriza se ha visto atestado en semanas recientes debido a la afluencia de familias de migrantes provenientes de Honduras, Guatemala y El Salvador. El centro de procesamiento en la ciudad fronteriza de McAllen ha excedido su capacidad con frecuencia, lo cual ha derivado en liberaciones masivas de migrantes que han sobrepoblado los refugios sin fines de lucro.
El edificio, conocido informalmente como Ursula por su ubicación en la avenida Ursula, ha sido criticado por los abogados de inmigración por retener a los migrantes en jaulas amplias hechas de tela metálica. Manny Fernández, el jefe de la oficina en Houston de The New York Times, habló con el senador Jon Tester, demócrata de Montana, quien pasó más de una hora en un recorrido por el centro de detención la semana pasada.
Esta es una versión editada y resumida de la conversación que mantuvieron:
P: ¿Cómo fue su visita?
R: Fui el domingo (24 de marzo). No voy a hablarte como lo harían la mayoría de los demócratas. Te diré que, cuando entré ahí, se me revolvió el estómago. Me dieron ganas de llorar. Me hizo sentir todas esas cosas que la gente dice que siente, porque tenemos hijos y tenemos madres. Los miré como niños de la misma edad que mis nietos. Por otro lado, había personas en un área bastante reducida, y la ventilación tuvo que haber sido muy buena porque el aire no apestaba.
P: ¿Cuántos migrantes había ahí en ese momento?
R: 2200, y su capacidad es de 1500.
P: ¿Se sentía sobrepoblado o solo concurrido?
R: Vaya, se lo preguntas al tipo equivocado, porque es la primera vez que he estado en ese centro de procesamiento. Se sentía concurrido.
P: ¿Podría describirlo?
R: Es un edificio de metal, aislado. Cada área de retención tenía un baño y un lavabo. Los agrupan por género, por supuesto. Además, las familias estaban detenidas en jaulas de acero separadas, básicamente. Todos tenían una cobija, de las térmicas de Mylar. La mayoría estaban recostados sobre colchonetas. Algunos estaban de pie. Algunos más estaban sentados en bancas.
P: ¿Qué decían los funcionarios de la Patrulla Fronteriza sobre todo esto?
R: Dijeron que estaban procesándolos lo más rápido que podían. Dijeron que los recursos humanos que usaban aquí eran los que preferirían tener en la frontera, pero debían procesar a esta gente de cualquier modo. Mira, la verdad, no me gustan las prisiones. No me gusta encerrar a las personas, pero el punto es que no tengo una mejor idea que la manera en que ya lo están haciendo, y les pregunté si ellos sí y dijeron que tampoco la tenían, aunque se les asignó la tarea de descifrar una mejor manera de hacerlo. Estaban ofreciendo alimentos y agua y fórmula para bebés, y estaban tratando a esta gente de la mejor forma posible bajo las condiciones en las que estaban. En esta situación, simplemente no puedo criticar a la Patrulla Fronteriza porque no sé cuál es la solución.
P: Algunos demócratas se refirieron a las liberaciones masivas como un intento orquestado para exacerbar la narrativa de la crisis en la frontera. ¿Está de acuerdo?
R: Creo que no puedo estar de acuerdo con eso. Mira, no soy un teórico de conspiraciones. Creo que debo basarme en lo que vi, y lo que vi fue literalmente un montón de familias en este centro y pienso que por ahora es lo correcto. El enfoque que yo le daría a todo esto es: ¿cuáles son los factores de presión en estos países que impulsan a estas familias hacia nuestra frontera sur?
P: ¿Durante el recorrido se mostró colaboradora la Patrulla Fronteriza?
R: Fueron completamente colaborativos. Ya he hecho esta clase de visitas, sé de primera mano que te muestran lo que quieren que veas, pero ellos cooperaron mucho con nosotros.
¿Las condiciones eran terribles? La belleza depende de quién la mira, supongo. No creo que hayan sido terribles, pero sí fue desgarrador ver a las madres y sus hijos sentados en jaulas.
P: Suena como si estuvieran amontonados, pero la gente aún tenía algo de espacio.
R: No sé cuántos metros cuadrados necesita cada persona para determinar si estaba sobrepoblado o solo concurrido, o con un exceso inaceptable. Solo sé que, al observarlos, sí había algo de espacio entre ellos y las personas todavía podían circular, aunque sí estaba muy congestionado. Yo me volvería loco. Mi vecino más cercano vive a un kilómetro de mí. Esto me desquiciaría.